
Elizabeth adorava admirar a natureza, mas não a adorava pois não a tratava com o devido carinha e delicadeza. Sempre arrancava flores ao longo dos lugares que passava e ao chegar em casa as colocava em um copo de água e as assistia morrer lenta e dolorosamente ao longo dos dias. Ela mostrava indiferença a tal processo, pois sempre que ele ocorria, arrancava outra flor e levava para casa, para fazer a mesma coisa. Não esses eram os assassinatos que ela cometia, ma esse, de todos, era o mais piedoso.
A mão natureza ficava irada com tal atitude. Quão ousada era a garota, a ponto de destruir aquela que a criou. Anos se passaram e a situação se prolongou, ficando cada vez mais intensa. Certo dia Elizabeth sofreu um acidente de moto e, em busca de ajuda, embrenhou-se na mata á procura de um acampamento que havia nas redondezas. Mal sabia ela que estava indo para o lado contrário e se afastava cada vez mais do acampamento.
Nos poucos dias que se passaram, Elizabeth foi enfrentando os vários perigos da selva, sendo testada a todo momento pela mãe natureza. A mulher chegou a tal ponte de desespero que implorou por sua sobrevivência:
- Eu sei que fiz muitas coisas erradas – falava alto consigo mesma – mas eu me arrependo de tudo. Força Maior, me deixe sair desse lugar maldito e prometo que mudarei. Só não me deixe perecer aqui, pois tenho medo do que pode vir após minha morte.
A sábia mãe natureza não se convenceu de nenhuma daquelas palavras. Mal sabia a pobre garota que a tal Força Maior era ela, e se ela a achava maldita, com certeza tenderia a ficar cada vez pior e trazer-lhe-ia cada vez mais malefícios.
Pensando a respeito, a Mãe Natureza encontrou uma solução que resolvia todos os problemas. Transformou a garota em uma grande de bela árvore, assim ela ficaria eternamente viva e, com sua função, compensaria todo o mal que fizera á natureza.



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