
Nada mais se via nem ouvia além de um choro e o som do vento. O choro vinha de longe, por isso era baixinho. O vento batia forte, tinha leves folhas o acompanhando em seu passeio noturno. O choro, apesar de ser baixinho era extremamente profundo, e quando o seu som aproximava-se, quase dava para sentir a dor que vinha com ele.
Já, um pouco mais para baixo, ouvia-se tantos barulhos que era praticamente impossível defini-los um por um. Sirene de polícia ou de ambulância? Gritos de susto ou de desespero? E o silencio, que em algum canto se escondia, seria de falta de palavras, ou seria por não conseguir falar todas ao mesmo tempo?
Subindo, no entanto, aproximando-se do choro, ouvia-se sussuros. Palavras sopradas, mas ainda assim completamente compreensíveis: Se eu pudesse.. voltar atrás...



Djibuti, Mulher, de 15 a 19 anos, Sanskrit, Inupiak, Informática e Internet, Cinema e vídeo, Música