A sereia e o infinito

Era uma vez uma sereia solitária que gostava de senta em uma rocha na superfície do mar, não muito longe de sua morada no fundo do onceano. Quase todos os dias, assim que terminava seus estudos, subia à rocha e ficava olhando o sol se pôr e os navios e barquinhos de pescadores voltarem para casa, uma vez que a pedra localizava-se perto de uma grande pedaço de terra. Quando o sol lhe dava a graça de um último raio de luz, lançado em sua direção formando um brilho laranja intenso, ela retribuía com um largo sorriso, dava uma última olhada nas ondas do mar, e voltava para casa.

Tal gesto, em seu “mundo” era completamente proibido e era um peixinho amigo que guardava e protegia o segredo da sereia.

- Como foi lá em cima? – perguntou o peixe amarelo de caudas vermelhas e gigantescos olhos verdes

- Lindo, como sempre! – respondeu a alegre sereia – Hoje os pássaros voavam um pouco mais rápido, enquanto os barcos pareciam não ter pressa de voltar para casa. Devido a eles, as ondas estavam mais largas e intensas, o que fazia com que o sol brilhasse ainda mais. Tudo simplesmente perfeito!

- Não sei que graça você vê nisso tudo, mas desde que você esteja feliz, eu estarei feliz também!

- Que bom! Pena que nem todos pensam assim...

- Pois é! Falando nisso.. amanhã não poderei vigiar para você, terei que ir mais cedo para casa pois mamãe está dente e maninha não poderá cuidar dela pois tem compromissos.

- Ah, sem problemas! Eu não pretendia subir amanhã de qualquer forma, meus estudos terminarão mais tarde, eu teria pouco tempo e seria muito arriscado.

Depois de conversarem mais um pouco, os dois se despediram e cada um tomou o seu rumo. Á noite, em um sono profundo, a sereia teve o mesmo sonho que tivera desde pequena. Nas ondas ela via boiar um corpo em sua direção, um homem. Porém, com o brilho do sol no seu olhar, ele não a via, e, quando acordava, voltava nadando em direção à terra. No sonho, por causa das ondas, o homem nunca chegaria até ela. Ele sempre estaria vindo mas nunca chegaria, assim como o amanhã, algo que ela nunca conseguiria alcançar.

Quando pequena, a sereia sofreu, junto com toda a família um trauma muito grande, que foi a perda do irmão mais velho. Tentando chegar à superfície, ele fora “atropelado” por um grande navio que estava de passagem. Tal tragédia nunca fora esquecida e dela viera a regra de que nenhum sereia ou sereia poderia jamais subir à superfície e uma vez que o fizesse, seria exilado para sempre. Por puro medo, nunca ninguém havia quebrado tal regra até que ela, decidindo libertar-se do peso de pagar o preço do erro do irmão, desobedeceu-a  e descobriu um novo mundo. O mundo do sol, da lua, dos barcos.

Para ela, estar na superfície não era só admirar uma bela vista, mas sim interagir com um mundo totalmente novo e desconhecido, um mundo que ela admirava, acima de tudo. Ela, em cima da rocha, era apenas uma observadora, que, através da mesma, interagia com o mundo á sua frente, uma vez que essa era parte de tal mundo. Era por isso que, sendo uma participadora de tal emancipação do infinito, ela não entendia porque, em seus sonhos, ela não podia resgatar o homem que boiava à sua frente mesmo sabendo que, apesar de estarem eternamente vindo, as ondas nunca chegam.

Assim como tudo em sua vida eram as ondas. Por mais que ela estudasse, sabia que nunca ia parar de estudar, por mais que ajudasse a família o quanto precisasse, sabia que esse vínculo nunca se quebraria, e por mais que, corajosamente subisse á superfície deixando tudo e todos para trás, sabia que a regra sempre existiria (mesmo que desnecessariamente) e que o que fazia sempre seria considerado um erro, por mais que não fosse.



- Postado por: muinha às 13h26
[ ] [ envie esta mensagem ]





continuação...

No dia seguinte, tendo terminado seus estudos bem mais cedo do que esperava, decidiu visitar sua amiga rocha, mesmo sem a segurança de seu amigo amarelo. Chegando lá, teve uma enorme surpresa: chovia! Nunca havia chovido antes e, para a garota de caudas, foi uma experiência indescritível. Ver golfinhos pulando de um lado para o outro numa dança de alegria, ouvir as nuvens cantarem aos sons grotescos dos raios e o leve toque da chuva no mar fez com que ela se encantasse a ponto de perder a razçao, de tão grande era sua emoção.

Porém, junto com a razão, a sereia perdeu a noção do tempo, e quando deu por si já era noite. Como que assustada com a escuridão do céu, começou a mover-se rapidamente para descer. Numa fração de segundo, sentiu um leve arrepio percorrer seu corpo, o que a fez olhar para frente uma última vez. Lá estava, ao brilho da luz da lua o – de certa forma tão esperado, corpo humano! Ela não pôde acreditar no que seus olhos viam. Achava que, de certo modo, estava tão perturbada por tudo o que acontecer que era, simplesmente, somente sua imaginação. Mas ele brilhava, vinha em sua direção, não tinha como não ser real.

De súbito, não moveu sequer uma mínima curva de seu corpo, não ousou respirar. Mas assim que voltou a si, não pensou sequer uma vez antes de se jogar no mar. Ela sabia, tinha certeza que ele não viria até ela, ele nunca viria até ela! Ela poderia voltar para casa, todos deviam a estar esperando. Eles não precisariam saber de nada, afinal, sabiam que ela chegaria mais tarde. Ou então, sem se importar com sua vida lá embaixo e com as conseqüências de seus atos, ela poderia simplesmente parar, e observar. Ver o corpo ir embora, assim como ela fazia com tudo em sua vida. Parar, e ver seus sonhos irem embora.

Mas não, não foi nada disse que ela fez. Imediatamente, jogou-se no mar e nadou o mais rápido que pôde. Era escuro, a chuva era forte e fazia um barulho ensurdecedor, o correnteza estava forte. Mas ela não se importou com nada disso, simplesmente nadou. Ela sabia que estava errada, que estava indo contra as leis de sua natureza. Que, como apenas observadora, ela jamais deveria interagir com o mundo exterior. A natureza ria, debochava dela. Como fora tola, havia ganho o privilégio de conhecer um novo mundo mas não se contentou com isso. E não, ela não se contentara, jamais se contentaria, porque, por mais que a pedra fosse algo morto, era ela que dava vida a sua vida, e se a sua estava lá, ela jamais a deixaria passar junto com as ondas.

Ela de manhã cedinho, o sol mal começara a raiar quando ele levantou. Não conseguia respirar direito, tinha areia em todo o corpo e muita água do mar na boca. Olhou para o lado, não viu ninguém: a praia estava deserta. Caminhou por quase duas horas, sentia imensa sede, mal conseguia se mover, sentia que poderia morrer a qualquer minuto. Em certo momento, avistou á frente dois corpos atirados na beira da areia. Um estava mais à frente, o que indicava que já havia levantado e se locomovido, poderia estar vivo ou morto. O outro ainda estava sendo arrastado pelo vai-vém da água rasa, este com certeza estava morto. Aproximando-se um pouco mais, identificou no primeiro o corpo do amigo que velejara com ele na noite passada. Estava e até em melhores condições do que ele, mas inconsciente. Quando olhou para trás mal acreditou no que seus olhos lhe mostraram. Uma sereia? Rapidamente lembrou-se de tudo o que acontecera na noite passada.

Assim que a inesperada chuva começou, ele e seu amigo lembraram-se de uma pedra com uma estátua de uma sereia em cima – a qual, eles nunca compreenderam, o que fazia ali – pela qual eles passavam vez ou outra na frente. Foram até lá com a intenção de amarrar uma corda na estátua e prender o barco até que a tempestade acabasse, mas o barco virou um pouco antes de eles chegarem. Mesmo um pouco inconsciente, ele sentira as ondas o levando para a pedra e, com esperanças de salvar-se lá, deixou-se levar. Quando estava quase chegando, viu a estátua se mexer e vir em sua direção. Sim, era ima sereia afinal. E sim, ela o havia salvo.

De certa forma feliz por seu amigo estar inconsciente, uma vez que ele não aceitaria a situação da mesma forma, ele carregou-o até o vilarejo e lá os dois foram tratados com todo o cuidado necessário. No final do dia, já recuperado, o homem decidiu voltar ao lugar onde encontrara a sereia, e lá estava ela. Conferiu: estava morta. Mesmo sem compreender o seu ser, ou o que ela fazia todos os dias na rocha, ele pensou que lhe devia a vida, e o mínimo que ele podia fazer ela devolve-la ao lugar de onde ela saiu para salva-lo.

Assim, o homem pegou seu barquinho, e acompanhado do cadáver da sereia remou até a rocha. Lá, a deixou sentada, na mesma posição que sempre estivera. Junto com o último raiar do sol, ele deu um sorriso á sereia e disse, com a mais profunda sinceridade “Obrigado”. E lá a sereia pereceu, vendo-se de uma vez por todas liberta de todas as regras e obrigações. Tendo-se libertado da proibição de não poder fazer parte de um novo mundo, uma vez que agora, junto com a rocha, totalmente sem vida como ela, vivia a alegria infinita de poder ser, finalmente, parte de tal mundo. E com a tranqüilidade de saber que ninguém jamais viria á superfície busca-la para leva-la para baixo novamente.

 



- Postado por: muinha às 13h26
[ ] [ envie esta mensagem ]





O super, o homem e os clássicos

          

 

 

É fato, em clássicos, não se mexe. Digam-me, qual o objetivo de fazer um filme como Superman – O retorno? Porque, se já temos a grande obra-prima dos anos 70? Pois eu digo qual o objetivo: dinheiro!! Sim, se Super Homen já lucrou tanto, porque parar por aí?? Por que não criar uma série com um ator lindão e suas “aventuras” quando jovem? Tenho que dizer, a idéia do projeto de Smallville é simplesmente perfeita, mas não deveria ter saído do papel. Se queriam usar o homem de cueca para fora da calça novamente, que fizessem nos quadrinhos, oras. Porque não reviver isso. Hoje em dia, nos quadrinhos, a única coisa que encontramos são versões novas do que já era antigo, só!

Uma superprodução, um Clark lindíssimo, um Lex “engulível”, uma Lois desprezível, uma trilha sonora perfeita, e um provável super menino.. Qual o objetivo de tudo isso? O que mais me indigna é a capacidade que o ser humano tem de se arriscar! Sim, admiro isso, pois também é uma das minhas qualidades (ou defeito, se você preferir), mas nunca arrisque algo que não é seu!!! O novo filmes do herói só nos faz pensar.. como existem ladrões na nossa sociedade. Sim, porque pegar uma história clássica, e distorcer ao seu modo é simplesmente um roubo descarado! Penso que, certamente, não posso deixar claro quão grande é a minha indignação em relação a esse filme totalmente sem emoção e que nos faz sair do cinema decepcionados.

Pessoas sempre questionam o novo através do velho. Porque não regravar a séria A feiticeira?? Ainda bem que eles não regravam!! Porque é um clássico, oras! As pessoas são egoítas, quando elas se sentem bem assistindo a algo, como rindo assistindo Friends, ou surpresa vendo O sexto sentido, elas querem aquilo de novo e de novo. Sabemos que assistir novamente não vai causar o mesmo efeito do que ver pela primeira vez, mas muito menos fazer de novo vai causar! Ao invés de se contentarem-se com a memória do que ficou, pessoas querem presenciar novamente, porque são egoístas! “Elma chips, impossível comer um só”, se a sensação é boa quando você come, claro que você vai comer outro, até se dar conta de ter comido o pacote todo e ainda querer mais. O que está acontecendo na TV atual, de maneira geral é a repetição das obras-primas buscando a repetição do agrado ao público.

Eu sempre achei que o original deve ser mantido e pronto. Gostou do livro, pois leia de novo e de novo, até não que não dê mais pra ler e depois siga em frente! Só o fato de que as traduções de alguns livros modificam o rumo da história já me indigna. Qual é a graça de ler Harry Potter com o Rony dizendo “Pombas!”. Nenhuma!!! Qual é a graça de ver filmes como A feiticeira, ou Superman? Nenhuma.. Já, o novo do Batman, inovou, fez diferente, brilhou! Sempre que filmes repetecos pretendem “re-causar” grandes emoções, eles realizam tal façanha, posto que o resultado é sempre contrário!



- Postado por: muinha às 17h34
[ ] [ envie esta mensagem ]





desculpas!

Olá!!! Gostaria de pedir desculpas pela minha (interminável) demora para postar. Eu sei, eu sei, o blog ficou literalmente abandonado!! Eu estive um tempo muito ocupada (nem tanto), mas não sei.. de repente desanimei e decidi simplesmente deixar de lado!! Como não tenho mta coisa planejada, no poste de hoje, deixo com vocês algo que eu escrevi há muito tempo atrás.

São regras que eu criei para mim mesma quando tinha, se não me engano, 10 anos!! Sim, regras de sobrevivência! relendo-as esses dias, decidi colocar comentários atuais, concordando, na maioria com o que foi anteriormente escrito. Espero que gostem!

 

15 regras necessárias

 

1. não engravidar (básicoo!! Só porque, desde que eu nasci não quero ter filhos, essa com certeza tinha que ser a primeira, hehe)

2. usar sempre camisinha (sim, claro!)

3. não largar os estudos por nada (opaaa, essa é importantíssima!)

4. nunca usar drogas (eu nunca usaria mesmo..)

5. não beber quando estiver “sozinha” (taí uma coisa que muitas pessoas fazem com freqüência e acabam se dando muito mal, a minha sorte é que eu não gosto de beber, nem de nenhum tipo de bebida, mas era uma das minhas preocupações quando mais nova, eu não sabia como seria o novo, não sabia se eu ia gostar né!)

6. não sair com estranhos

7. preservar minha “popularidade” (eu não quis dizer popularidade, mas sim o nome, entendem? Eu sempre achei que não deveria me deixar ser conhecida por uma pessoa que eu não era, mas quando eu vi que não tinha controle sobre isso e que no fundo não fazia a menor diferença, por que quem fosse pra ser meu amigo ia vim pra mim independente do que fosse dito, eu larguei essa regra de mão!)

8. não dar pérolas aos porcos (essa é uma das mais importantes, que vale para todo mundo, de maneira geral)

9. não ter inveja e não deixá-la me controlar (sim, por que mais que nós digamos que não, nós sentimos inveja, uma pontadinha, um pouquinho, todo mundo tem, é natural. Agora, disso pra partir pra ação em relação a isso é totalmente diferente)

10. não me desanimar por causa dos outros (oh sim, por que o que tem de gente nesse mundo que pode nos desanimar, e nos desencentivar, ix!! Eu penso que, uma vez que você tomou uma decisão em relação a algo, você segue em frente e pronto, não importa o que as outras pessoas digam)

11. ser o menos falsa possível (sim, porque ás vezes nós temos que “disfarçar” certas coisas, todo mundo sabe que não dá pra ser sincero 24h e eu adoro fazer um jogo de cintura e/ou um charme sempre quando necessário)

12. ir atrás do que eu quero (independente de qual quer coisa, uma vez que eu tenha certeza do que eu quero, claro)

13. não falar a coisa errada na hora errada (uhuhhhh, essa é MUITO importante!! Apesar que, a gente nunca vai saber se depois de falar!)

14. saber identificar o inimigo, não ser ingênua (não precisa ficar com a guarda armada, nunca confiar em ninguém, é só, nunca ficar sempre desconfiar de ninguém!)

15. não gastar mais do que pode (taí uma coisa muito importante também, gastar mais do que pode ou do que tem é o primeiro e irremediável passo para as dívidas. Isso se aplica em tudo que nós possamos imaginar, desde não comer demais, a não prometer coisas que você não pode cumprir como nos filmes de guerra ou  típicos como Armagedon  Filha, eu prometo que vou voltar do espaço!”)

 

E você, quais são as suas regras??

 

P.S.: Preparem-se pois um novo blog está por vir!!! Esse template é só temporário, pois eu estou encomendando um e vou mudar o blog de maneira radical!! até mesmo o endereçoo!!

 



- Postado por: muinha às 15h57
[ ] [ envie esta mensagem ]





Entre a luz e a escuridão - Parte 3 (final)

 

Alguns dias depois, o tão esperado equipamento estava pronto! A estrela chamou todas as constelações e pediu-lhes ajuda. Mesmo um pouco revoltadas com toda a situação, elas decidiram ajudar. A idéia era construir, o mais rápido possível, construir uma manta gigante que fosse resistente ao fogo do sol, pelo menos por um tempo, até ele chegar na galáxia seguinte, onde ele procuraria o talismã enquanto outra manta era construída.

Assim foi feito, e durante anos, todos as estrelas e milhares de outros seres se uniram para ajudar o sol. Depois de passar pelas 459 galáxias, já exausto, o Sol finalmente chegara ao portal. Era a decisão final, o “agora ou nunca”. Estava a maior falaçada por todo o Universo, será que o Sol teria coração puro para entrar? Será que não havia faltado nada, nada teria ficado para trás? E, principalmente, será que o Sol conseguiria convencer a lua a voltar???

Assim que entrou, ele viu que a lua chorava e que embaixo dela havia um lago gigante de lágrimas. Sentiu uma pontada no coração tão grande que quando viu seu reflexo percebeu que chorava também. A lua o viu, mas não falou nada. Durante minutos o silêncio predominou o local, a não ser pelo barulho das lágrimas de caíam no imenso lago que havia se formando com o tempo.

- O que você faz aqui? – perguntou a lua.

- Eu preciso de sua ajuda – respondeu o Sol -. O mundo está de cabeça para baixo, todos precisam e você! Por favor, volte comigo e me ajuda a concertar as coisas!

- Porque eu tenho que lhe ajudar? Você me deixa de lado por todo esse tempo, desajeita tudo e agora eu, que não tenho nada a ver com isso tenho que ajudar?

- É, eu sei que parece injusto. Não se preocupe, eu lhe deixarei em paz..

- Ótimo!

- Mas antes.. Eu gostaria que você escutasse uma última coisa que eu tenho a dizer... Desde que você partiu eu aprendi muitas coisas. Eu aprendi que todos nós temos uma missão a cumprir, e que todas as coisas do mundo estão ligadas umas as outras, por isso nunca vamos conseguir fazer nada sozinhos. Se nós formos egoístas nós só vamos sofrer e causarmos mal ás outras pessoas... Mas sempre que nós nos unirmos vamos conseguir fazer as coisas andarem para frente.

“Aprendi que mesmo sendo tão diferentes, nós somos, no fundo, todos iguais e temos o mesmo valor, por isso que quando nos juntamos formamos uma coisa só. Quero que você saiba que eu mudei. Me arrependi profundamente do que fiz e estou tentando mudar para melhor. Você está mais do que certa em não querer voltar comigo. Mas lembre-se que nós não fomos feitos para ficarmos sozinhos, por isso que todo esse tempo eu senti e sempre sentirei a sua falta.

Comovida com as palavras do Sol, a lua decidiu perdoa-lo e voltar como ele para o lugar de onde nunca deveria ter saído: o seu lar. Juntos, eles e todos os seres batalharam juntos para arrumar tudo o que havia se bagunçado e, em pouco tempo tudo voltou ao normal.

Depois do acontecido, tudo voltou a se harmonizar e o Sol e a Lua tornaram-se grandes amigos e juntos, passaram para frente tudo o que haviam aprendido. Como trabalhavam em horários opostos, eles nunca se encontravam e não podiam conversar. Entraram num censo e tomaram uma decisão com a qual todos concordaram: O sol viria um pouco antes da lua sair e vice-versa. Até hoje esse pacto de amizade se prolonga, nós podemos até ver o sol conversando com a lua, escondidinho atrás das montanhas na madrugada enquanto a lua ainda está lá em cima e, de vez em quando, a lua aparecendo em algum cantinho do céu enquanto ainda é dia!

 

P.S.: Última parte da historinhaa!! Nos vemos no próximo post!!

 

bjuss

 

Sa



- Postado por: muinha às 19h40
[ ] [ envie esta mensagem ]





Entre a luz e a luz e a escuridão - Parte 2

 

- Ei! Ei você! Espereeee!!! – disse o sol, mais afobado que nunca.

- Então você que é Sol? Responsável por toda essa bagunça?

- Que bagunça? Não vê que aqui não sobrou mais nada? Todos se foram, foram embora e agora devem estar em lugares melhores, vivendo vidas melhores..

- Claro que não! Os mundos se misturaram e viraram de cabeça para baixo! Seres que respiravam não conseguem viver no vácuo, seres que nadavam não conseguem viver sem água, seres sem brilho não conseguem viver no escuro..

- Sim, eu fiquei sabendo de algumas coisas.. De vez em quando algumas estrelas passam por aqui.. Apesar de não serem muito amigáveis, eu me mantenho informado através delas. A maioria das vezes elas não me escutam, dizem que a lua morreu por minha causa, e por minha causa tudo mais está morrendo também.

- Bom, com isso eu tenho que concordar. A lua morreu mesmo por sua causa!

- Talvez ela não esteja morta.

- Como assim?

- Bem, existe uma possibilidade... Se é que ela está viva, só há um lugar onde ela poderia estar por todo esse tempo.

- Onde?

- No lugar onde tudo começa. É um lugar distante de tudo e de todos, ele é isolado, não faz parte de lugar nenhum. Ele é meio que inexistente. É o lugar onde tudo começa, onde a vida começa, o lugar de onde todos nós viemos. Mas só há um jeito de chegar lá.. É necessário passar por todas as galáxias e pegar de cada uma um talismã. Chegando lá, esses talismãs que abriram o portal, mas não é só isso.. Só podem entrar lá seres de coração puro, ou seja, eu nunca entraria..

- Por que não? Você acha que não tem o coração puro? Porque?

- Porque eu estraguei tudo, eu parti o coração de uma pessoa que era muito importante e por causa disso fiz muitas outras sofrerem. Hoje eu me arrependo e faria de tudo para que as coisas voltassem ao normal. Nem que eu deixasse de existir por isso, pois descobri que a minha existência é tão insignificante a ponto de chegar a nada. A menos de nada, ao invés de ajudar, eu atrapalho!

- Isso não faz de você um ser de coração puro? Veja bem, o que nos faz ter sentimentos ruins não são as coisas ruins que acontecem conosco,  mas sim as coisas que acontecem com as pessoas que amamos, por isso guardamos ódio, guardamos rancor. Mas se nós levarmos isso e termos uma vida assim, só vamos fazer com que as coisas ruins sigam em frente e evoluam conosco. Esse não é o seu caso, mesmo depois de tudo o que aconteceu você tem vontade de mudar, não por você mas sim pelos outros, e pelo mal que você causou a eles. Só destrói o mal com o bem, e só pode trazer o bem quem tem coração puro!

Emocionado, o Sol viu naquela pequena estrela uma nova chance de mudar. Ele estava realmente disposto a tudo para reconquistar tudo o que havia sido destruído. Ele estava disposto a atravessar galáxias, ir atrás de medalhões, atravessar portais e, finalmente, trazer de volta a lua para que os dois juntos, pudessem reinar sobre os mudos novamente. Mas..

- Vamos! O que você ainda está fazendo aqui??

- Bem, existe um “pequeno problema”.

-Qual?
- Eu! Como vou passar pelas galáxias sem destruir e queimar tudo??

- Hum, nada que nós não possamos resolver!

 



- Postado por: muinha às 13h23
[ ] [ envie esta mensagem ]





Entre a luz e a escuridão - Parte 1

 

Desde o começo dos tempo os dois travavam uma entre si. Mantiam um ódio totalmente incompreensível e inexplicável. Até que um dia ele fez algo tão inaceitável que ela revoltou-se a ponto de perder o controle!

- O que você ainda está fazendo aqui??? Já está na minha hora de entrar!

- Ahaha, veja como você não é nada sem mim. Eu poderia ficar aqui a eternidade que ninguém reclamaria. Veja os homens, eles me amam! Enquanto você reina, enquanto EU reino, eles VIVEM!!! Agora vá, redima-se a sua insignificância, guarde esse esbranquiçado que você chama de brilho para si mesma, pois ninguém precisa dele além de você mesma, para sua própria sobrevivência! Hahahahaha! Vá, ninguém te quer aqui, vá embora, e nem se dê ao trabalho de voltar!

Desapontada, decepcionada e mais infeliz do que jamais imaginara que ficaria, a Lua pegou suas trouxas e foi embora. Passou por várias órbitas, galáxias e buracos negros até chegar a um lugar tão longe do infinito que não havia lá nada, além do próprio nada. Nunca imaginara que pudesse se tornar tão insignificante. O Sol não gostava dela, tudo bem, mas para que agir com tanta arrogância? Porque que falar-lhe coisas tão cruéis? Estou melhor assim, pensou, aqui, sozinha no meu canto pelo menos não incomodo ninguém, ninguém vai sentir minha falta mesmo..”Então espero que esses ingratos sejam felizes sem mim!”, pensou.

Muito longe dali, o Sol predominava sobre todos, sempre imbatível a qualquer mínimo ser que viesse lhe perturbar. Mas com o passar do tempo, não eram mais pequenos seres que vinham lhe falar, mas sim grandes constelações, perguntando o que estava havendo, onde, afinal, estava a lua?

- Que diferença faz? – dizia ele – Agora não existe mais Lua e Sol, agora, depois de tanto tempo, finalmente sou só eu!

- Não vê o que está fazendo? – lhe disse certo dia uma estrela cadente – Você está estragando o mundo! O calor tornou-se tão insuportável que os seres estão todos indo embora. E os humanos, coitados, não têm opção, estão morrendo! De sede, de calor! Você está matando tudo!!!

- Como assim? – perguntou, intrigado, o sol – Os humanos parecem tão felizes.. agora elas não precisam mais dormir, elas podem viver a toda hora, podem cuidar de suas plantas, se banharem nos rios..

- Não, aí é que você se engana! Os humanos precisam dormir! As plantas estão morrendo de sede, morrendo queimadas, e não há mais rios para eles se banharem, está tudo evaporando, tudo subindo, e inundando os outros mundos! Você está fazendo uam baita confusão, todos odeiam você, pois por causa de sua arrogância tudo está sendo descontruído aos poucos. Não era sozinho que você queria ficar? Pois é bem isso que vai acontecer, todos vão fugir de você!

- Não! Não! Não era isso que eu queria. Puxa, nem percebi o mal que eu estava fazendo. Eu só queria ajudar as pessoas.. O que posso fazer?

- Vá atrás da lua, chame-a de volta, o mundo precisa dela, agora mais do que nunca!

- Não! Isso nunca! Se é de escuro que todos precisam, então eu posso ficar aqui por um dia e ficar em outro lugar no dia seguinte, assim tudo vai voltar ao normal.

- E para onde você poderia ir? Olhe seu tamanho, aqui é seu lugar, se você for para qualquer outro lugar, você irá destruí-lho. Todos estão deixando este mundo por sua causa, então faça-nos o favor de ficar aí, não venha mais atrás de nós, não te queremos mais, preferimos viver na eterna escuridão, pois sabemos que todos juntos, sempre teremos a luz que precisarmos! Adeus!

O Sol ficou tão sentido com aquelas palavras que já não sabia o que fazer.. Ele? Destruindo tudo? Mas e se ele conversasse com.. Com quem? Não havia restado mais ninguém! Nem sequer uma formiguinha! Chateado com tudo aquilo, e sem saber o que fazer, ele mudou-se para um cantinho e lá permaneceu por anos, até que alguém apareceu.

 

Continua...



- Postado por: muinha às 14h56
[ ] [ envie esta mensagem ]





Ana e o insuperável

 

Sua mãe sempre dizia “Ana, vai fazer alguma exercício físico, senão você vai ficar com uma barriga de cerveja que nem a do seu pai, só que não de cerveja!”. Quando ela soube que abririam uma escolinha de basquete, seu esporte preferido, em sua escola, quase deu um pulo de felicidade. Só não sabia se estava mais feliz por que iria finalmente sair do sedentarismo fazendo uma gosta que gosta, ou porque não iria mais escutar aquelas palavras da mãe.

Chegando lá, ela encontrou meninas que não tinham muito a ver com ela, mas mesmo assim tentou se relacionar. Ela já tinha uma base do esporte, mas aquelas meninas definitivamente jogavam muito melhor do que ela. Não demorou muito para elas jogarem perfeitamente bem enquanto Ana ainda trancava no básico. Animada, tentando evoluir, ela perguntava ao professor como estava indo, e ele lhe dizia “Você tem que melhorar sua direita”. Era exatamente o que ela tentava fazer arduamente em cada aula, mesmo sem saber direito o que aquilo significava.

Quando estava perto de desistir, decidiu dar uma virada. Ela chamaria algumas pessoas que jogam razoavelmente bem o esporte, que gostam dele mas que não têm dinheiro para pagar uma escolinha. Estava tudo planejado, ela treinaria com seu grupo, para poder jogar de verdade na escolinha. O tempo passou e ela foi melhorando cada vez mais.

Quando finalmente chegou o dia do campeonato, quando finalmente aconteceu o grande jogo, ela simplesmente não jogou! Não por causa dela, mas sim por causa das outras, que simplesmente não lhe passavam a bola, nunca! Por não estar jogando, o professor a deixou na reserva o resto do jogo. Quando ela foi conversar com ele o sobre o que havia acontecido, ele lhe disse que ela deveria interagir mais com as meninas e que realmente precisava melhorar sua direita.

Indignada com toda aquela injustiça, ela já não queria mais jogar bem, ela queria ser a melhor de todas, pois quando chegasse o próximo jogo ela jogaria sozinha e sozinha mostraria que direita ou esquerda nenhuma a impediria de ganhar! Treinando agora todos os dias ela ultrapassou todos de seu grupo e também todas da escolinha, se tornara a melhor de todas. No campeonato seguinte, ela jogou maravlhosamente bem, ultrapassou todas e ficou com toda a glória da vitória.

Quando foi conversar com o professor, toda animada, percebeu que ele mal reparara nela e que, além de tudo continuava agradando as patricinhas que jogavam mais-ou-menos.

- Então professor, o que achou do jogo?

- Foi uma ótima vitória, o time realmente jogou muito bem!

- E quanto a mim professor?

- Oi? Ah, você, me desculpe, como é mesmo o seu nome?

- Ana, professor.

- Aé! Ana, me desculpe é que eu estou sempre atento aos nomes das garotas mais velhas.

- Sem problemas.

- Bem, Ana, você jogou bem, mas ainda precisa muito melhorar sua direita. Quem sabe se você colocasse um short mais curtinho, uma blusa mais fresquinha, iria ajudar nos movimentos!

 



- Postado por: muinha às 23h48
[ ] [ envie esta mensagem ]





O vendedor de churros

 

A praia estava já vazia naquele final de tarde e ele começou a preparar suas coisas para partir. Parou em um cantinho e, de lá, viu uma mulher sozinha, que lhe pareceu muito refinada. Como ele não é de perder nenhuma oportunidade, tratou de arrumar seu potinho bem ajeitado e foi em sua direção. Quem sabe, se ela fosse mesmo tão solitária quanto parecia precisasse de um churros quentinho e extremamente doce para, momentaneamente, fazer com que passasse sua solidão. Quantos casos desses ele já havia visto..

De longe ela já sentiu aquele cheirinho. Como pode? A praia estava toda vazia, porque então o rapaz do churros vinha em sua direção? Será que ele almejava realizar, através dela, sua última investida e chegar em casa com R$2 a mais no bolso? Mas o que a deixou muito impressionada foi o cheiro. Hummm, como cheirava bem, como brilhava, como era atraente aquele churros recheado de um delicioso doce de leite cremoso. Hummm, que vontade que lhe deu de comer. Mas como, se ela nem sequer gosta de churros? O dia todo passaram por ela homens vendendo churros e até de longe ela dizia que não, já para eles não se darem ao trabalho de irem até ela e logo irem embora com um não estampado da testa. Mas porque aquele era diferente? Porque seu estômago não lhe deixava dizer não? De tão intrigada que ficou, decidiu perguntar.

- Boa tarde senhora, gostaria de um churros?

- Sim, sim. Eu quero um. Aliás, vou levar mais de um, acho que vou levar uns três (disse ela, pensando na noite solitária que iria pasar...). Mas antes, se o senhor não se importa, gostaria que me respondesse uma coisa.

- Sim senhora.

- O que tem seu churros de tão diferente que faz com que todos, inclusive eu, que nem gosto de churros, o queiram mais que tudo?

- Hehehe, tanta gente vem me dizer isso.. Bem, minha mulher acorda três horas da manhã pra começar a preparar o churros e lá pelas 7 eu já to saindo pra vender. Tudo é feito de muita boa vontade. Mesmo sendo mais caro o doce de leite, a gente compra, porque sabe que churros com doce de leite barato não vale a pena. A gente tenta mudar aquela imagem de que churros de praia é ruim, de má qualidade, sujo de areia. A gente faz tudo no maior capricho e, principalmente, com muito amor e carinho. Porque se a gente não gosta do que faz, quem vai gostar não é?

(continua no próx post)



- Postado por: muinha às 14h52
[ ] [ envie esta mensagem ]





continuação...

Por um momento ela se sentiu meio confusa. Amor e carinho? Gostar? Nossa, a quanto tempo ela não sabia o que é isso... A quanto tempo ela não via um ser tão dedicado ao que faz e com tanta vontade e disposição de faze-lo. Havia ela descoberto qual era o grande diferencial daquele churros. Decidiu investir! Claro, por que não? Ela já estava ficando velha, tinha tanto dinheiro que nem sabia mais onde colocar.. Se investisse, não iria perder muito se desse errado, e, se desse certo, ela ficaria muito mais rica e principalmente daria uma oportunidade única a pessoas que definitivamente mereciam.

Logo que ela deu a idéia ao vendendor de churros ele ficou meio assustado, mas foi se acostumando e um tempo depois já estava falando normalmente, como se estivesse negociando. Foi quando ela se surpreendeu, viu que ele tinha mesmo jeito pro negócio e que estava fazendo algo que compensaria depois. “Bom, tenho que falar com minha mulher, explicar, perguntar a opinião dela, sabe como é” ele disse. No dia seguinte estava tudo combinado, ela compraria uma barraquinha e conseguiria autorização para eles venderem churros no meio da praça. Durante os seis primeiros meses os lucros seriam dividos 50/50 e, caso desse certo, eles poderiam ficar com seu dinheiro e ela usaria para investir em algo maior.

Passaram-se seis meses, e mais seis, e mais seis.. Quanto mais clientes eles ganhavam, mais conhecidos ficavam, e, assim, mais clientes ganhavam. Todo mundo já conhecia o “Churros da Dona Rosa”, pessoas vinham de outros bairros só para ir lá comer o famoso churros. “Está na hora de investir mais” ela pensou. Comprou um salão comercial e fez um reforma. Idéias e mais idéias lhe surgiam na cabeça. Porque deixar a Dona Rosa sofrer sozinha, comprou duas máquinas automáticas. Porque não inovar, colocar novos recheios, misturas. Fez um corredor com tudo quanto é tipo de bobagens que se possa imaginar para rechear. Churros de massa de baunilha, de morango, de chocolate, por que não? Abrir mais lojas em outros bairros para atingir outros públicos, por que não? Fazer churros congelado pra vender no mercado, criar um doce de leite personalizado. Mini churros, super churros, churros salgado, por que não? Exportar churros, porque não? Tudo era possível com a fortuna que eles estavam ganhando.

O negócio cresceu tanto, que o homem do churros estava tão rico que foi investindo em outros negócios, e no fim, virou dono de uma grande multinacional. Ela, a empresária, mais que triplicou o dinheiro que já tinha, já não precisava mais trabalhar. A empresa havia crescido tanto que haviam vários sócios, vários empresários, ela já nem fazia mais parte daquilo, ela só ganhava o dinheiro. Chegou o dia que ela disse a si mesma “chega”. “Eu consegui o que eu queria, dinheiro eu não preciso mais. Eu dei uma oportunidade áquele homem, eu gerei emprego para mais da metade da população desse país. Já está na minha hora, não tenho mais razões para continuar fazendo parte disso. Vou parar agora, e tentar encontrar a paz!”

Assim, ela conheceu um homem muito famoso, teve um grande romance e juntou-se a ele para enfim continuar sua jornada de onde havia parado. Juntos, os dois viajavam para todos os cantos do mundo, conhecendo todos os seus mistérios. Um dos mais interessantes que ela encontrou foi no Havaí. Havia uma moça muito bonita que trabalhava de barwoman em um dos milhares de bares que havia lá. Ela se destacava por sua agilidade com as garrafas mas também por seus “toques especiais” nas bebidas. Certo dia, vendo a moça criar uma bebida tão divina quanto o néctar dos deuses, a empresária teve uma sinistra curiosidade e uma idéia que lhe cutucava a cabeça, apesar de ela lhe mandar embora a todo instante. Investir: Porque não?

 

P.S.: tenho q trocar o template, a imagem não ta aparecendo né??

P.P.S.: Eu sei q a imagem não tem mto a ver, mas é q eu achei ela mto linda, e se, qdo vc terminar de ler a história, ficar olhando pra elas, vai ver que ela vai te fazer pensar sobre o que a história falou :D



- Postado por: muinha às 14h46
[ ] [ envie esta mensagem ]





Elizabeth e a árvore

 

Elizabeth adorava admirar a natureza, mas não a adorava pois não a tratava com o devido carinha e delicadeza. Sempre arrancava flores ao longo dos lugares que passava e ao chegar em casa as colocava em um copo de água e as assistia morrer lenta e dolorosamente ao longo dos dias. Ela mostrava indiferença a tal processo, pois sempre que ele ocorria, arrancava outra flor e levava para casa, para fazer a mesma coisa. Não esses eram os assassinatos que ela cometia, ma esse, de todos, era o mais piedoso.

A mão natureza ficava irada com tal atitude. Quão ousada era a garota, a ponto de destruir aquela que a criou. Anos se passaram e a situação se prolongou, ficando cada vez mais intensa. Certo dia Elizabeth sofreu um acidente de moto e, em busca de ajuda, embrenhou-se na mata á procura de um acampamento que havia nas redondezas. Mal sabia ela que estava indo para o lado contrário e se afastava cada vez mais do acampamento.

Nos poucos dias que se passaram, Elizabeth foi enfrentando os vários perigos da selva, sendo testada a todo momento pela mãe natureza. A mulher chegou a tal ponte de desespero que implorou por sua sobrevivência:

- Eu sei que fiz muitas coisas erradas – falava alto consigo mesma – mas eu me arrependo de tudo. Força Maior, me deixe sair desse lugar maldito e prometo que mudarei. Só não me deixe perecer aqui, pois tenho medo do que pode vir após minha morte.

A sábia mãe natureza não se convenceu de nenhuma daquelas palavras. Mal sabia a pobre garota que a tal Força Maior era ela, e se ela a achava maldita, com certeza tenderia a ficar cada vez pior e trazer-lhe-ia cada vez mais malefícios.

Pensando a respeito, a Mãe Natureza encontrou uma solução que resolvia todos os problemas. Transformou a garota em uma grande de bela árvore, assim ela ficaria eternamente viva e, com sua função, compensaria todo o mal que fizera á natureza.

 



- Postado por: muinha às 21h04
[ ] [ envie esta mensagem ]





O pequeno grande ser

 

Certo dia Deus decidiu criar uma pessoa perfeita.

Ele tentou de todas as maneiras, juntou todas as características perfeitas e colocou em um ser. Nada dava certo, e ele não entendia porque!

Indignado, ele foi criando vários e vários outros seres com as mesmas características, mas nenhum deles ficou perfeito.

Desestimulado, ele criou uma pequena esfera e os deixou ali.

O tempo foi passando e Deus, sempre os observando e os ajudando, foi vendo que aqueles seres cresciam, se desenvolviam e evoluíam, mas nunca ficavam perfeitos.

Certo dia, ele encontrou um ser diferente de todos os outros. Sim, todos tinham suas diferenças, mas aquele era especial.

Ele tinha um dom em especial. Sabia Deus qual era, pois ele mesmo o havia criado, mas nunca imaginaria, o ser supremo, que tão pequeno e quase insignificante ser o faria de tão grande uso.

Admirado consigo, Deus relatou, de uma vez por todas, que não podem haver seres perfeitos, mas sim seres que, usando seus maravilhosos dons, podem fazer com que todos juntos, levem a humanidade á perfeição!

Obs: Não, eu não acredito em Deus e sei que pode parecer estranho eu estar escrevendo sobre isso. Mas é que essa história me veio á cabeça e eu tinha que encontrar um meio de transformá-la, por isso usei Deus. Eu poderia ter usando extraterrestres! huahauhaua



- Postado por: muinha às 19h32
[ ] [ envie esta mensagem ]





Joana e seu presente

 

- Mamãe, quero um presente diferente nessa páscoa! – disse Joana, empolgada.

- Como assim filha? – respondeu a mãe.

- Quero uma Polly sereia!

- Mas filha, você já vai ganhar o seu ovo.

- Mas não precisa me dar ovo mãe, eu prefiro a Polly!

- Mas todo ano você ganha ovo. E nós já conversamos sobre isso, você já vai ganhar sua Polly no seu aniversario.

- Mas eu não quero mais ovo, já estou enjoada de chocolate. E também não quero esperar até meu aniversário, ta tão longe.. prefiro ganhar a Polly agora e ficar sem ovo!

- Talvez não seja possíve, mas ou ver o que posso fazer, ok?

- Ebaa!!

Uma semana se passou, faltava apenas um dia para a páscoa. Joana estava mais empolgada do que nunca, finalmente ganharia sua Polly! Sua mãe não tinha lhe dado certeza, mas ela já sabia que ganharia, pois havia visto uma caixinha de presentes rosa escondida no cantinho do armário há dois dias.

Quando chegou o tão esperado dia, a cerimônia começou. Assim como todos os anos anteriores, as crianças foram procurar suas cestas que estavam escondidas pela casa. Joana foi correndo até o armário, excitada. Ao abrir a porta q mexer no meio das roupas, não encontrou nada. Mexeu e remexeu mais pouco: nada. Como pode?? Onde estaria seu presente?

Ao voltar para sala, percebeu que seus irmão já haviam todos encontrado suas cestas, só faltava ela. Confusa, ela olhou para todos em volta e perguntou:

- E o meu??

- Vá procurar, oras – respondeu o pai.

Joana deu mais uma volta pela casa e não achou nada. Desesperada, ela começou a procurar em todo o mínimo cantinho que podia imaginar que existisse. Foi no banheiro, no cantinho da privada que ela viu aquele lindo reluzente pacote.. de ovo! Tamanha tristeza correu seu coração naquele momento. Poxa, que grande sacanagem, e sua Polly?

Mais uma vez na sala, ela perguntou angustiada a mãe, o que acontecera.

- Querida filha, eu lhe deixei apenas um talvez.. Sabendo disso, você não deveria nutrir falsas esperanças. Me desculpe, mas não pude fazer nada. Na páscoa, é ovo, no aniversário, é o que você quiser.

- Pois preferia não ter ganho nada!

Dias se passaram, todos já haviam aberto e comidos seus ovos, apenas o de Joana continuava na geladeira, intocado. “Oras, mas por que tanta manha? Já que eu ganhei, vou comer né, fazer o que.” Ao abrir a embalagem, ela viu que era meio-a-meio, exatamente como ela gosta. Por um momento ela deu um sorriso, fora meio injusta com sua mãe. Afinal, o que custava esperar mais um pouco.. Ao abrir o ovo, teve um grande surpresa: e não é que era a Polly???

- Manheeeeeeeeeee!!!!! Poxa vida, muito obrigada!!! Nossa, como eu fui boba? Me desculpa?

- Bobinha mesma, só agora que você viu, hehehe

- Te amo!

- Eu também, minha filhinha linda!



- Postado por: muinha às 19h46
[ ] [ envie esta mensagem ]





O vento e o choro

 

Nada mais se via nem ouvia além de um choro e o som do vento. O choro vinha de longe, por isso era baixinho. O vento batia forte, tinha leves folhas o acompanhando em seu passeio noturno. O choro, apesar de ser baixinho era extremamente profundo, e quando o seu som aproximava-se, quase dava para sentir a dor que vinha com ele.

Já, um pouco mais para baixo, ouvia-se tantos barulhos que era praticamente impossível defini-los um por um. Sirene de polícia ou de ambulância? Gritos de susto ou de desespero? E o silencio, que em algum canto se escondia, seria de falta de palavras, ou seria por não conseguir falar todas ao mesmo tempo?

Subindo, no entanto, aproximando-se do choro, ouvia-se sussuros. Palavras sopradas, mas ainda assim completamente compreensíveis: Se eu pudesse.. voltar atrás...



- Postado por: muinha às 13h10
[ ] [ envie esta mensagem ]





:D

 

Mulher

 

Mulher é paixão, é sedução, é uma flecha no seu coração

Mulher é carinho, é amor, mas também um pouco de dor

Mulher é alegria, é o que te contagia, é o que te faz viver todo dia

Mulher é fulgaz, é perspicaz, mas também de bob te faz

Enfim, é o que te traz vida e faz acelerar a batida do coração de um homem que vive feliz por ter o que sempre quis!

 

A dor do amor

 

Esses dias senti uma dor

Achei que era uma dor de amor

Mas era só um calor

Que veio subindo

E aos poucos me invadindo

Quando ele saiu, a dor voltou

E de jeito e pegou

Eu não sabia mais o que fazer

Foi quando comecei a entender

Que junto com a dor, vem o calor

E sim, era do amor!

 

Obs.: Coloquei esses dois textos em um só post porque eles são pequenos e não têm grande importância, o segundo mesmo chega a ser tosco, hehehe.



- Postado por: muinha às 13h24
[ ] [ envie esta mensagem ]







Djibuti, Mulher, de 15 a 19 anos, Sanskrit, Inupiak, Informática e Internet, Cinema e vídeo, Música

LINKS
blog da Jessica
blog da Sweet Girl
blog da Neide
blog da Bia
blog da Ana
blog da Luana
blog da Elaine
blog do Ricardo
blog do Danilo
blog do Carlos
Meu fotolog

INDIQUE | DÊ UMA NOTA
CONTADORES

HISTÓRICO

01/10/2006 a 07/10/2006
27/08/2006 a 02/09/2006
06/08/2006 a 12/08/2006
18/06/2006 a 24/06/2006
04/06/2006 a 10/06/2006
28/05/2006 a 03/06/2006
21/05/2006 a 27/05/2006
14/05/2006 a 20/05/2006
30/04/2006 a 06/05/2006
23/04/2006 a 29/04/2006
09/04/2006 a 15/04/2006
02/04/2006 a 08/04/2006
19/03/2006 a 25/03/2006
12/03/2006 a 18/03/2006
05/03/2006 a 11/03/2006
19/02/2006 a 25/02/2006
29/01/2006 a 04/02/2006
22/01/2006 a 28/01/2006
08/01/2006 a 14/01/2006
01/01/2006 a 07/01/2006
18/12/2005 a 24/12/2005
04/12/2005 a 10/12/2005
27/11/2005 a 03/12/2005
20/11/2005 a 26/11/2005
06/11/2005 a 12/11/2005
30/10/2005 a 05/11/2005
23/10/2005 a 29/10/2005
16/10/2005 a 22/10/2005
09/10/2005 a 15/10/2005
02/10/2005 a 08/10/2005
25/09/2005 a 01/10/2005
18/09/2005 a 24/09/2005
11/09/2005 a 17/09/2005
04/09/2005 a 10/09/2005
28/08/2005 a 03/09/2005
21/08/2005 a 27/08/2005
24/07/2005 a 30/07/2005
17/07/2005 a 23/07/2005
10/07/2005 a 16/07/2005
03/07/2005 a 09/07/2005
26/06/2005 a 02/07/2005
19/06/2005 a 25/06/2005
12/06/2005 a 18/06/2005
05/06/2005 a 11/06/2005
29/05/2005 a 04/06/2005
22/05/2005 a 28/05/2005
15/05/2005 a 21/05/2005
08/05/2005 a 14/05/2005
01/05/2005 a 07/05/2005
24/04/2005 a 30/04/2005
17/04/2005 a 23/04/2005
10/04/2005 a 16/04/2005
03/04/2005 a 09/04/2005
27/03/2005 a 02/04/2005
20/03/2005 a 26/03/2005
13/03/2005 a 19/03/2005
06/03/2005 a 12/03/2005
27/02/2005 a 05/03/2005
20/02/2005 a 26/02/2005
13/02/2005 a 19/02/2005
06/02/2005 a 12/02/2005
30/01/2005 a 05/02/2005
23/01/2005 a 29/01/2005
16/01/2005 a 22/01/2005
09/01/2005 a 15/01/2005
02/01/2005 a 08/01/2005
XML/RSS Feed - O que é isto?
Leia este blog no seu celular
CRÉDITOS
Template exclusivo para este blog encomendado no Templates da Lua

Templates da Lua